sábado, 2 de maio de 2026

Avaliação em Contextos de Elearning - Sessão Síncrona

 by Laura Silva Maria

Realizou-se no dia 13 de abril de 2026 a primeira sessão síncrona no âmbito da unidade curricular (UC) de Avaliação em Contextos de Elearning, integrada no Mestrado de Pedagoga do eLearning.

A sessão foi dirigida pelas professoras Lúcia Amante e Elizabeth Souza e estiveram presentes os estudantes inscritos nesta UC.


Esta sessão teve como objetivos a apresentação das professoras e dos estudantes, assim como fazer um balanço das atividades desenvolvidas no âmbito do tema 1 – estado da arte da avaliação em e-learning - e esclarecimento de dúvidas sobre as atividades em curso – tema 2 - a avaliação na educação online.

As professoras abordaram a questão da utilização da inteligência artificial (IA) no decurso dos trabalhos da UC, reforçando a necessidade de haver uma abordagem crítica, ética e responsável e que potencie a qualidade das aprendizagens. Não deverá ser delegada na IA a realização de tarefas, mas a mesma deverá ser incluída como apoio na melhoria do nosso desempenho. Torna-se cada vez mais imperativo em contexto académico que seja registado o tipo de utilização feita da IA, de forma a garantir a sua utilização transparente e ética.

No que respeita à avaliação em contextos de e-learning foram debatidos os conceitos de autoavaliação, avaliação por pares e a o alinhamento da avaliação com a metodologia de ensino e aprendizagem.

Uma mudança de paradigma da avaliação prevê que a mesma seja feita não só pelo outro, mas por nós próprios no sentido de promover a autorregulação. No âmbito desta UC teremos a possibilidade de pensarmos sobre a nossa própria avaliação como processo de autorregulação, assim como iremos desenvolver avaliação por pares. Ao aplicarmos, na prática, conceitos que estamos a estudar, estaremos a desenvolver aprendizagens verdadeiramente significativas e em contexto.

A avaliação deverá espelhar as práticas de ensino e aprendizagem. Devemos avaliar da mesma forma como ensinamos. No ensino regular, ainda nos deparamos com alguns desafios neste sentido. Os professores do ensino regular, especialmente no ensino secundário, apresentam alguma dificuldade em desenvolver metodologias ativas e colaborativas centradas no desenvolvimento de competências, uma vez que são direcionados para uma avaliação classificativa que deverá culminar em exames nacionais cujos resultados são decisivos para o acesso ao ensino superior.  Neste alinhamento, não poderemos mudar as práticas letivas enquanto não houver mudança de práticas avaliativas. Uma mudança de paradigma dessa ordem carece de vontade política, sendo necessário uma restruturação que não depende dos professores, nem das escolas.

No seguimento desta discussão, a professora Elizabeth Souza acrescentou tratar-se de uma área que, devido à sua complexidade, carece de investigação científica a nível macro, sendo necessário um maior envolvimento político.

Como doutoranda na área da avaliação, deixou o convite aos estudantes presentes no sentido de equacionarem desenvolver investigação sobre esta temática.


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