by Laura Silva Maria
Realizou-se no dia 13 de abril de 2026 a primeira sessão síncrona no âmbito da unidade curricular (UC) de Avaliação em Contextos de Elearning, integrada no Mestrado de Pedagoga do eLearning.
A sessão foi dirigida pelas
professoras Lúcia Amante e Elizabeth Souza e estiveram presentes os estudantes
inscritos nesta UC.
As professoras abordaram a
questão da utilização da inteligência artificial (IA) no decurso dos trabalhos
da UC, reforçando a necessidade de haver uma abordagem crítica, ética e
responsável e que potencie a qualidade das aprendizagens. Não deverá ser
delegada na IA a realização de tarefas, mas a mesma deverá ser incluída como apoio
na melhoria do nosso desempenho. Torna-se cada vez mais imperativo em contexto
académico que seja registado o tipo de utilização feita da IA, de forma a garantir
a sua utilização transparente e ética.
No que respeita à avaliação em
contextos de e-learning foram debatidos os conceitos de autoavaliação, avaliação
por pares e a o alinhamento da avaliação com a metodologia de ensino
e aprendizagem.
Uma mudança de paradigma da
avaliação prevê que a mesma seja feita não só pelo outro, mas por nós próprios no
sentido de promover a autorregulação. No âmbito desta UC teremos a possibilidade
de pensarmos sobre a nossa própria avaliação como processo de autorregulação,
assim como iremos desenvolver avaliação por pares. Ao aplicarmos, na prática,
conceitos que estamos a estudar, estaremos a desenvolver aprendizagens
verdadeiramente significativas e em contexto.
A avaliação deverá espelhar as
práticas de ensino e aprendizagem. Devemos avaliar da mesma forma como ensinamos.
No ensino regular, ainda nos deparamos com alguns desafios neste sentido. Os
professores do ensino regular, especialmente no ensino secundário, apresentam alguma
dificuldade em desenvolver metodologias ativas e colaborativas centradas no desenvolvimento
de competências, uma vez que são direcionados para uma avaliação
classificativa que deverá culminar em exames nacionais cujos
resultados são decisivos para o acesso ao ensino superior. Neste alinhamento, não poderemos mudar as
práticas letivas enquanto não houver mudança de práticas avaliativas. Uma mudança
de paradigma dessa ordem carece de vontade política, sendo necessário
uma restruturação que não depende dos professores, nem das escolas.
No seguimento desta discussão, a
professora Elizabeth Souza acrescentou tratar-se de uma área que, devido à sua complexidade,
carece de investigação científica a nível macro, sendo necessário um
maior envolvimento político.
Como doutoranda na área da
avaliação, deixou o convite aos estudantes presentes no sentido de equacionarem
desenvolver investigação sobre esta temática.

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