sexta-feira, 1 de maio de 2026

Ambientes Pessoais de Aprendizagem - Personal Learning Environments (PLE)

 by Laura Silva Maria

O Tema 2 da UC de Processos Pedagógicos em eLearning, sob a orientação da Professora Maribel Pinto, prende-se com os Ambientes Pessoais de Aprendizagem. Após elaborarmos um texto de reflexão sobre o conceito de Personal Learning Environment (PLE), fomos desafiados a desenvolver o nosso próprio PLE.

A disposição do meu PLE exemplifica bem como estes espaços não representam imposições institucionais, mas devem evidenciar ambientes dinâmicos e criados autonomamente em alinhamento com as necessidades individuais do aprendente (Pinto, 2015).

 



Fazendo um paralelismo com o que Roy Ascott (como citado em Levy, 2000), denomina como o “segundo dilúvio” o meu PLE aparenta uma inundação de informação desordenada e caótica, com as suas inúmeras fontes, ligadas entre si.

Não obstante, o meu PLE representa igualmente a criação de nós de redes de aprendizagem a distância “anywhere, anytime” (Pinto, 2015, p. 6684).

A ubiquidade do acesso à tecnologia está representada pelos dispositivos móveis -computador portátil e telemóvel- assim como a facilidade com que, com a evolução das ferramentas da Web 2.0, agregamos todos estes nós numa infografia de apenas uma página. O alinhamento com as minhas necessidades individuais está garantido, uma vez que me encontro em posição de observar toda a rede de interação e de a mobilizar através dos dispositivos que tenho ao meu alcance.

De salientar que o centro da rede é a pedagogia – simbolizada por colaboração, pesquisa, criação, organização, comunicação e publicação – ilustrando o núcleo desta rede de interação. A tecnologia rodeia a pedagogia de forma dispersa, devendo ser utilizada com intencionalidade pedagogica. Neste sentido, e de forma a ir ao encontro do dilúvio de informação, a seleção será feita de forma criteriosa e com sentido critico e analítico. 

As minhas áreas de interesse – trabalho, educação, formação, projetos, lazer – abraçam toda a rede, dando consistência e conetividade à mesma, uma vez que é através delas que defino a tecnologia a utilizar e com que finalidade. Assim sendo, apresento uma triangulação entre as áreas de interesse, a tecnologia e a pedagogia.

Associar as ferramentas a domínios específicos seria redutor, uma vez que existem múltiplos nós interativos de várias dimensões entre áreas de interesse, ferramentas e domínios, havendo várias relações de reciprocidade simbolizadas por diversas setas. Por um lado, utilizo ferramentas como o Whatsapp, Facebook e Instagram tanto para lazer, como para trabalho, estudo e projetos. Por outro lado, ferramentas como Genially, Padlet e Kahoot podem ter a finalidade de criar, colaborar ou partilhar como conteúdo aberto.

Em suma, indo ao encontro de Wilson et al. (como citado em Mota, 2009), o meu PLE apresenta coordenação das conexões, relações simétricas, contexto individualizado, boa interoperabilidade, cultura de conteúdos abertos e de remistura no âmbito pessoal e global.

 

Lévy, P. (2000). Cibercultura Instituto Piaget

Mota, J. C. (2009. Personal Learning Environments: Contributos para uma discussão do conceito. EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO & TECNOLOGIAS2(2), 5–21. Obtido de https://eft.educom.pt/index.php/eft/article/view/54

Pinto, M. (2015). Pedagogical potential of personal learning environments in higher education in sapo campus platform. EDULEARN15 Conference. https://library.iated.org/view/PINTO2015PED

 

 

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