by Laura Silva Maria
O Tema 2 da UC de Processos Pedagógicos em eLearning, sob a
orientação da Professora Maribel Pinto, prende-se com os Ambientes Pessoais de
Aprendizagem. Após elaborarmos um texto de reflexão sobre o conceito de Personal
Learning Environment (PLE), fomos desafiados a desenvolver o nosso próprio PLE.
A disposição do meu PLE exemplifica bem como estes espaços
não representam imposições institucionais, mas devem evidenciar ambientes
dinâmicos e criados autonomamente em alinhamento com as necessidades
individuais do aprendente (Pinto, 2015).
Fazendo um paralelismo com o que Roy Ascott (como citado em Levy, 2000), denomina como o “segundo dilúvio” o meu PLE aparenta uma inundação de informação desordenada e caótica, com as suas inúmeras fontes, ligadas entre si.
Não obstante, o meu PLE representa igualmente a criação de
nós de redes de aprendizagem a distância “anywhere, anytime” (Pinto,
2015, p. 6684).
A ubiquidade do acesso à
tecnologia está representada pelos dispositivos móveis -computador portátil e
telemóvel- assim como a facilidade com que, com a evolução das ferramentas da
Web 2.0, agregamos todos estes nós numa infografia de apenas uma página. O
alinhamento com as minhas necessidades individuais está garantido, uma vez que
me encontro em posição de observar toda a rede de interação e de a mobilizar
através dos dispositivos que tenho ao meu alcance.
De salientar que o centro da rede
é a pedagogia – simbolizada por colaboração, pesquisa, criação, organização,
comunicação e publicação – ilustrando o núcleo desta rede de interação. A
tecnologia rodeia a pedagogia de forma dispersa, devendo ser utilizada com
intencionalidade pedagogica. Neste sentido, e de forma a ir ao encontro do
dilúvio de informação, a seleção será feita de forma criteriosa e com sentido
critico e analítico.
As minhas áreas de interesse – trabalho, educação, formação,
projetos, lazer – abraçam toda a rede, dando consistência e conetividade à
mesma, uma vez que é através delas que defino a tecnologia a utilizar e com que
finalidade. Assim sendo, apresento uma triangulação entre as áreas de
interesse, a tecnologia e a pedagogia.
Associar as ferramentas a domínios específicos seria redutor,
uma vez que existem múltiplos nós interativos de várias dimensões entre áreas
de interesse, ferramentas e domínios, havendo várias relações de reciprocidade
simbolizadas por diversas setas. Por um lado, utilizo ferramentas como o Whatsapp,
Facebook e Instagram tanto para lazer, como para trabalho, estudo
e projetos. Por outro lado, ferramentas como Genially, Padlet e Kahoot
podem ter a finalidade de criar, colaborar ou partilhar como conteúdo aberto.
Em suma, indo ao encontro de Wilson et al. (como citado em
Mota, 2009), o meu PLE apresenta coordenação das conexões, relações simétricas,
contexto individualizado, boa interoperabilidade, cultura de conteúdos abertos
e de remistura no âmbito pessoal e global.
Lévy,
P. (2000). Cibercultura Instituto Piaget
Mota, J. C. (2009. Personal Learning Environments:
Contributos para uma discussão do conceito. EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO &
TECNOLOGIAS, 2(2), 5–21. Obtido de https://eft.educom.pt/index.php/eft/article/view/54
Pinto, M. (2015). Pedagogical potential of personal
learning environments in higher education in sapo campus platform. EDULEARN15
Conference. https://library.iated.org/view/PINTO2015PED

Sem comentários:
Enviar um comentário