by Laura Silva Maria
As instituições estão realmente
preparadas para concretizar, na prática, o uso ético e equilibrado da IA?
Como assegurar que a IA amplie a
autonomia e o pensamento crítico dos alunos?
As Escolas estão preparadas para educar cidadãos numa cultura digital
em que o aprender com a IA não apague o aprender a pensar?
Como podem as Escolas equilibrar inovação tecnológica com equidade, ética e
desenvolvimento humano?
Para dar resposta a estas questões gostaria de lançar para reflexão a seguinte ideia de
Andrew Scott (s.d.)
As machines
get better at being machines, humans have to get better at being more human.
Paralelamente
à evolução da tecnologia e, consequentemente, da IA, registou-se uma crescente
necessidade da intervenção humana. A internet e a IA não são infraestruturas
meramente técnicas, sendo um espaço de interação social e humana – We
are the Web. (Michael Wesch 2007)
A IA deverá ser apenas um meio, e não um fim, e o humano nunca deverá perder a sua centralidade. É essa humanidade que nos permite ser responsáveis, equilibrados, críticos, honestos e éticos.
Será que a Escola estava preparada para educar seres pensantes, responsáveis, autónomos, críticos e éticos antes da IA?
Todos os alunos refletiam sobre a sua aprendizagem de forma
crítica? Os alunos não copiavam nas avaliações?
Não procuravam um
caminho fácil e desonesto para obter resultados?
Não se verificavam situações de falta de ética e de plágio?
Permitam-me
realçar que a tecnologia e a IA não são o cerne da questão. Não importa
a utilização da IA, mas a forma como a IA é utilizada, o seu verdadeiro valor
pedagógico. A humanização é o ponto essencial. Não podemos permitir-nos
perder essa humanização com o desenvolvimento tecnológico e o acesso à IA.
A Escola tem vindo a ser preparada para a utilização ética da IA, com investigação, regulamentação, formação de professores, etc. É um processo em constante evolução.
Estará a
Escola está preparada?
E o Ser
Humano, está?

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