domingo, 26 de outubro de 2025

Os aspetos que foram alterados na minha visão pessoal, sobre EAD/eLearning, com a frequência do Módulo de Ambientação.

 

       Iniciei a minha viagem pelo Ensino à Distância (EAD) com o desenvolvimento de projetos eTwinning em 2017, recorrendo à plataforma europeia que permite o a colaboração entre escolas de vários países, recorrendo ao digital. Tratava-se de projetos que desenvolvia em paralelo com a minha prática letiva presencial, não me tendo questionado a fundo sobre a pertinência desta metodologia.

A grande mudança ocorreu durante o período de confinamento, no âmbito da pandemia Covid-19. O EAD tornou-se essencial, e todas as minhas aulas passaram a ser lecionadas exclusivamente através de projetos desenvolvidos na plataforma eTwinning.

Passamos a utilizar diariamente a plataforma Teams. O Zoom passou integrar o nosso dia-a-dia. Frequentei muita formação por meio de MOOCs. De repente, o EAD instalou-se nas nossas vidas como necessário e indispensável.

Mesmo após a pandemia, o EAD e as plataformas digitais não mais saíram da minha vida. Contudo, sempre que possível privilegiei o contacto humano presencial.

Ao integrar a coordenação da Organização Nacional de Apoio eTwinning PT, o meu trabalho passou a ser essencialmente digital e à distância, deslocando-me ao local de trabalho dois dias por semana, trabalhando os restantes a partir de casa.

Quando decidi ingressar no Mestrado, a minha pesquisa inicial limitou-se aos Mestrados em regime presencial, uma vez que não pretendia passar mais tempo online do que necessário. Após compreender a dificuldade de haver compatibilidade horária para a frequência do curso optei por pesquisar na Universidade Aberta. O Mestrado em Pedagogia do eLearning imediatamente despertou o meu interesse. Demorei algum tempo a desconstruir ideias pré-concebidas (ensino pouco exigente e pouco reconhecido, metodologia muito impessoal sem preocupação com o fator humano, etc.) antes de decidir candidatar-me.    

A minha visão pessoal, sobre EAD/eLearning mudou drasticamente ao longo do Módulo de Ambientação, que considero fundamental para a preparação do estudante da UAb.

Ao ler o Modelo Pedagógico Virtual da Universidade Aberta compreendi que se trata de um modelo profundamente bem organizado e estruturado com metodologia e regras bem definidas.

Compreendemos que houve uma evolução significativa desde o modelo de ensino à distância industrial, no qual não se privilegiava a interação estudante-estudante, nem estudante-professor, passando a vigorar um modelo de EAD centrado no estudante, com uma forte vertente colaborativa. O trabalho colaborativo entre os vários estudantes promove não só a aquisição de conteúdos (o quê), mas também o desenvolvimento de competências essenciais (o como), nomeadamente o espírito crítico e criativo e a responsabilização e capacidade de resolução de problemas.

Este é um modelo flexível e inclusivo ao permitir o acesso a estudantes de diferentes áreas geográficas a nível nacional e internacional, promovendo a internacionalização e abertura para um espaço europeu de ensino superior.

A comunicação, essencialmente assíncrona, inicialmente pareceu-me pouco envolvente e distante. Contudo, também as regras de comunicação e as ferramentas de contacto foram cuidadosamente pensadas.  A comunicação assíncrona permite-nos ter tempo para refletir, promovendo o pensamento de ordem superior e contribuir com intervenções pertinentes. A interação no fórum dá espaço para a criação de laços profissionais e pessoais. Senti que esses laços se foram criando ao longo do Módulo de Ambientação, devido a uma certa insegurança dos estudantes nesta fase inicial. Compreendi, igualmente, que esta insegurança inicial foi necessária para por à prova a resiliência dos estudantes, necessária para a consecução do Mestrado.

Vejo a Plataforma Aberta como um campus universitário digital onde temos espaços de aula virtual, locais de comunicação formal, mas também acesso à secretaria e espaços de mentoria e comunicação informal.

Após esta experiência inicial posso afirmar que não devemos fazer juízos de valor com base em ideias pré-concebidas. Considero que este Mestrado é bastante exigente na aquisição dos conhecimentos científicos de forma rigorosa e responsável. A metodologia inerente ao Modelo Pedagógico Virtual da Universidade Aberta fomenta, ainda, o desenvolvimento de competências-chave essenciais para a formação holística do estudante.

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